
Antes da intervenção arquitectónica da DomusVi no edifício, foi realizado um levantamento fotográfico de todos os elementos da capela do Instituto Conde de Agrolongo.
Este trabalho de registo e análise foi desenvolvido para conservar a estética original da capela e preservar este local de culto da cidade.

A obra de intervenção na Capela
A capela da nossa Unidade sofreu um trabalho de restauro e conservação em todos os seus elementos.
As madeiras, vitrais, pinturas de cavalete, pinturas murais, marmoreados, azulejos Batisttini na nave central e azulejos do Estado Novo na zona do altar, cantarias, rebocos, estuques, pinturas simples, envernizamentos, réplicas de azulejos e extração de sais em algumas zonas foram mantidos. Todo o trabalho foi desenvolvido por uma equipa de cinco técnicos superiores de conservação e restauro. Os produtos utilizados neste processo foram iguais ou compatíveis com os existentes, seguindo todas as normas e acordos internacionais de conservação e restauro de monumentos históricos edificados.

A arte sacra na Capela da Nossa Senhora do Resgate
A Capela da Nossa Senhora do Resgate foi construída na década de 20 do século passado. Magnífica na sua dimensão e beleza, teve a contribuição de vários artistas portugueses de renome do século XX, que interpretaram nas suas obras a iconografia da mística franciscana, representando cenas bíblicas e personagens da história da congregação, relacionadas com os bons propósitos e lema da Instituição.
Imagem de Nossa Senhora do Resgate
Autoria de João da Silva (1880-1960), simboliza acolhimento e protecção. Para a sua execução o autor escolheu como modelos as raparigas apoiadas pela instituição.
Azulejos
A capela está revestida de azulejos oriundos da famosa Fábrica Battistini e da Fábrica de Louça de Sacavém.
Painéis de azulejos
Os painéis de azulejos nas paredes laterais do altar-mor são da autoria de Jorge Colaço (1868-1942).
No altar-mor, em torno da imagem de Nossa Senhora do Resgate estão representados os doze Anjos do Apocalipse, as doze Tribos de Israel, referência bíblica à “Mulher vestida de sol com doze estrelas sobre a Sua cabeça”, assim como o “Sagrado Coração de Jesus” e a “Sagrada Eucaristia”. Nas paredes laterais à direita encontramos a representação da “Boa Pastora” e “A Visitação” , enquanto que nas paredes à esquerda os painéis simbolizam a “A Anunciação” e o “Encontro de Jesus com os Doutores da Lei”.
Sacrário
Peça elaborada com calcário rosa Negrais assente num altar policromado de pedra lioz e variedades de calcários Negrais.
Vitrais
No cimo do altar-mor, a Santíssima Trindade está ladeada por dois anjos em adoração.
Na parede lateral à esquerda, está representada a Rainha Santa Isabel, portadora da paz; e à direita, a Beata Beatriz da Silva, actualmente santa pela sua vida exemplar.
Na capela lateral à esquerda, encontramos a representação de Santa Margarida de Cortona, com os objectos do suplício, exemplo de uma vida convertida, tal como Santa Maria Madalena, no altar lateral à direita.
No andar do coro alto, os vitrais representam São João Batista, de grande devoção na Igreja, e a Sagrada Família, marco fundamental da doutrina católica.
Pinturas a óleo
As duas pinturas a óleo existentes nas paredes laterais do altar-mor representam, à direita, o “milagre eucarístico de Santa Clara de Assis” e, à esquerda, São Francisco, “o homem eucarístico” e os anjos.
Pinturas do tecto
As pinturas do tecto são da autoria de Gabriel Constante (1876-1950). No corpo da igreja está representado São Francisco a receber a Cruz em adoração e sobre o altar-mor está representada a Pietá.