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A memória armazena toda a informação, não só de acontecimentos vivenciados (memória episódica) mas também de significados, conceitos e conhecimentos gerais (memória semântica) das habilidades motoras, sensitivas e intelectuais, o que nos permite realizar as nossas actividades diárias, interagir com outros e viver em sociedade.

Deveríamos fazer um check-up à memória?

Para além do processo normativo de envelhecimento, onde apesar de haver um declínio da memória este não deve interferir na capacidade funcional diária, existem outros acontecimentos ou factores que afectam esta capacidade cognitiva. A população em geral associa o declínio da memória a doenças neuro-degenerativas, principalmente à doença de Alzheimer. No entanto, outras patologias, tais como as síndromes cerebrais agudas (acidentes vasculares cerebrais; traumatismos crânio-encefálicos), a hipertensão, ou até mesmo patologias do foro psiquiátrico como a depressão, podem provocar défices nesta capacidade. De igual forma, a diminuição da memória pode ser um efeito secundário de medicação ou do consumo excessivo de álcool.

Existem alguns sinais que nos apontam para a necessidade de realizar um check-up à memória e aos quais devemos estar atentos. A incapacidade de relembrar como se realizam tarefas da vida diária, perder de forma frequente a noção do tempo e do espaço, a inabilidade em chegar a um local onde é hábito nos deslocarmos, ou até mesmo a incapacidade de seguir uma receita são alguns desses alertas. A procura de ajuda profissional precoce permite uma avaliação e uma intervenção rápidas, o que é comprovadamente essencial para minimizar os défices. A detecção prematura pode retardar os sinais e sintomas de doenças, inclusive de doenças neuro-degenerativas e apesar de ser comum e compreensível o receio do diagnóstico,  é essencial a consciência do aumento da qualidade de vida que um diagnóstico precoce irá permitir.

Para além da realização de um check-up perante a presença de sinais de alerta, é igualmente recomendável que na terceira idade seja realizada periodicamente uma breve avaliação desta capacidade cognitiva, dado que os estudos nos demonstram o aumento significativo da incidência de perturbações da memória nesta fase do ciclo da vida.  

Devemos estar conscientes que a memória, como outras funções cognitivas, é prejudicada pela fraca estimulação, pelo isolamento social, assim como por elevados níveis de ansiedade. Adicionalmente, é essencial termos em conta que uma alimentação correcta e diversificada, bons hábitos de sono, a prática de exercício físico e a estimulação cognitiva (aprender uma nova actividade/língua, fazer puzzles ou palavras cruzadas, etc…) são fundamentais para preservar a nossa memória.

Equipa de Psicologia da DomusVi Portugal