O processo de envelhecimento é um processo de transformação. Existem estratégias para reduzir o seu impacto físico, mental e funcional.
Para responder às necessidades primárias da pessoa idosa, de uma forma mais completa e eficiente, pode realizar-se uma avaliação geriátrica integral, com o principal objectivo de promover a qualidade de vida. Esta avaliação reúne várias escalas reconhecidas cientificamente que são pré-determinadas pela equipa que a irá realizar. Nesta avaliação compreende-se de que forma é que a pessoa idosa poderá ser estimulada nas suas actividades de vida diária, nas interacções sociais e na vida pessoal.
A Avaliação Geriátrica Integral é o instrumento de diagnóstico multidimensional e multidisciplinar capaz de reunir informações médicas, psicossociais e funcionais da pessoa idosa. A informação recolhida é utilizada pelos profissionais de saúde para desenvolver um plano de tratamento orientado para o longo prazo. Além disso, a informação é importante para direccionar a pessoa idosa para para as soluções mais adequadas à sua condição específica.

O objectivo da Avaliação Geriátrica Integral (AGI) é conhecer com detalhe e precisão o estado da pessoa idosa e os seus problemas, possibilitando uma resposta completa e adequada dos profissionais e, consequentemente, uma melhoria na qualidade de vida.
De acordo com a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, uma Avaliação Geriátrica Global destina-se a pessoas idosas com mais de 75 anos ou com mais de 65 anos no caso de existirem situações de risco. Acrescenta ainda que “os cuidados de saúde ao idoso devem assentar em critérios biológicos, mais do que em critérios cronológicos”, o que significa que o estado de saúde da pessoa idosa tem mais relevância do que a sua idade.
A Avaliação Geriátrica Integral é diferente das outras avaliações existentes para a população sénior, uma vez que combina várias premissas, tais como: foco na complexidade das patologias da pessoa idosa; ênfase na autonomia, na qualidade de vida e no estado funcional da pessoa idosa; resulta de uma avaliação multidisciplinar e de um conjunto de exames complementares específicos.
Recomenda-se que esta avaliações seja realizada no mínimo duas vezes por ano, para que os profissionais de saúde possam analisar a evolução do estado de saúde da pessoa idosa. No entanto, dependendo das necessidades da pessoa idosa, poderá ser necessário realizar esta avaliação mais vezes.
As escalas e instrumentos utilizados na Avaliação Geriátrica Integral focam-se, essencialmente, em aspectos clínicos – realização de exames físicos clínicos e exames complementares de diagnóstico; físicos – avaliação da capacidade física, do estado nutritivo, marcha e equilíbrio; mentais – estado cognitivo e afectivo; funcionais – autonomia e independência da pessoa idosa; sociais – estrutura familiar, recursos financeiros e económicos, redes sociais da pessoa idosa, entre outros.
Após a realização da avaliação geriátrica integral, a equipa multidisciplinar reúne-se e sintetiza os problemas, definindo prioridades. No final, a pessoa idosa e/ou a pessoa que a representa é informada sobre as possibilidades de intervenção, e quais são as medidas de prevenção e educação que promovam a sua saúde e bem-estar.