A D. Alice Fernandes tem 63 anos e foi vítima de atropelamento, partindo ambos os pés e fracturando o joelho direito. Após um período de cinco meses, com um acompanhamento diário e multidisciplinar na DomusVi Júlio Dinis, a D. Alice realizou o check-out da nossa Unidade, caminhando pelo próprio pé, com o auxílio de canadianas. Antes da saída da D. Alice, a nossa Gestora de Cliente, Sara Teixeira, esteve a conversar um pouco com a D. Alice, no sentido de perceber como foi a sua estadia, avaliando toda a sua evolução.

 

Sara Teixeira (Gestora de Cliente): Quando é que foi o seu acidente? Que funções ficaram afectadas?

Alice Fernandes (Cliente): O acidente aconteceu no passado dia 3 de Dezembro de 2020. Fui vítima de atropelamento e parti o pé esquerdo e o pé direito, e, fracturei o joelho direito. Mas o acidente também afectou outras partes do meu corpo, como os ombros, a coluna, as costelas e o peito.

 

Sara Teixeira: Como é que chegou à Unidade?

Alice Fernandes: Eu estive internada algum tempo. Quando fui para a Unidade, cheguei de ambulância, numa maca com as pernas ligadas. Na altura não tinha capacidade para nada. Antes do acidente eu já tinha vários problemas de saúde, e, depois, como estive muito tempo deitada, fiquei bastante pior. 

Quando cheguei à Unidade precisava de ajuda para praticamente tudo, eu não conseguia cuidar de mim, só me alimentava sozinha. A evolução foi muito difícil, mas a equipa da DomusVi Júlio Dinis cuidou muito bem de mim.

 

Sara Teixeira: Como é que foi a sua evolução?

Alice Fernandes: Primeiro tirei o gesso e depois tirei as talas. Quando andei a primeira vez com a Fisioterapeuta Ana foi muito duro, mas tinha sempre a minha cadeira atrás. A Ana dizia-me “Hoje dói tudo, mas amanhã está cá outra vez”. E essa dedicação foi muito importante para eu começar a ter noção de que ia conseguir evoluir, ficar melhor.

O trabalho que a Fisioterapeuta Ana fez comigo foi fundamental para eu estar como estou agora.  Todos os dias trabalhávamos para eu ficar melhor. A Ana estava sempre concentrada na minha evolução, no meu bem-estar. E foi essa perseverança que acabou por me ajudar a recuperar. Porque, nessa altura, não importava apenas a parte física, também a parte emocional estava muito debilitada. A minha auto-estima estava bastante frágil e eu precisava de ajuda a vários níveis.

Quando comecei a ficar melhor física e emocionalmente, comecei a conseguir levantar-me, andar de cadeira de rodas, pôr as pernas no chão. O progresso que eu fiz, só mesmo vendo. Hoje já consigo caminhar apenas com as minhas canadianas.

 

Sara Teixeira: Qual o impacto do processo de reabilitação na DomusVi Júlio Dinis?

Alice Fernandes: O processo de reabilitação na DomusVi Júlio Dinis foi, sem dúvida, indispensável para estar como estou hoje! Hoje estou bastante mais perto de ter a minha vida normal. E, durante este processo conheci pessoas maravilhosas, que vão deixar muita saudade pelo carinho e apoio que me deram. Os enfermeiros, a equipa de terapias, os médicos, as auxiliares e a cabeleireira foram muito importantes para mim. São pessoas que levo para a vida, por terem sido tão especiais ao longo destes 5 meses tão duros. Foi a equipa da DomusVi Júlio Dinis que se dedicou a mim e nunca me deixou desistir, tinham sempre uma palavra de conforto para eu me sentir melhor. Por isso, foram 5 meses de muita dedicação e muito trabalho, meu em conjunto com os diferentes profissionais, mas também foram 5 meses de miminhos, conversas boas e chocolates! Não há palavras para descrever o que vivi aqui. Foi um caminho longo e difícil, mas, entrei aqui numa maca e hoje consigo caminhar de canadianas!

 

Processo de Reabilitação na DomusVi Júlio Dinis
Processo de Reabilitação na DomusVi Júlio Dinis