Sabia que o intestino é o nosso “segundo cérebro”? São vários os estudos que têm sido realizados neste âmbito e todos indicam que existe, de facto, uma relação bidireccional entre o sistema nervoso e o microbioma intestinal. Alterações no nosso microbiota intestinal podem estar associadas a várias perturbações neurológicas e de saúde mental.

As doenças gastrointestinais são mais comuns nos jovens adultos, contudo, com o envelhecimento da população e o aumento da esperança média de vida, o número de idosos diagnosticados está a aumentar.
Há várias doenças do sistema digestivo, tais como gastrite, doenças inflamatórias intestinais, refluxo gástrico e intolerância à lactose. Os sintomas mais comuns são a azia, a obstipação, a diarreia e a dor abdominal. Muitas vezes tentamos disfarçá-los com soluções rápidas, mas não definitivas que acabam por agravar a doença e prolongar a necessidade de tratamento. Assim, a avaliação, intervenção e acompanhamento por uma equipa multidisciplinar torna-se crucial.
A prevenção deve passar, principalmente, pela alteração dos hábitos de vida e de alimentação:
- Realize várias refeições por dia e menos volumosas;
- Mastigue lentamente os alimentos: a digestão começa na boca;
- Realize uma alimentação rica em fibras e pobre em gorduras;
- Mantenha uma boa hidratação ao longo do dia;
- Evite o consumo de álcool e de tabaco;
- Pratique actividade física.
A verdade é que “somos o que comemos” e a melhor forma de cuidarmos da nossa saúde digestiva e, consequentemente, da nossa saúde mental é através da alimentação.

Sofia Oliveira – Nutricionista da DomusVi Portugal