Com o aumento da temperatura que se verifica no Verão, existem alguns cuidados associados à exposição ao calor intenso, que se pode traduzir em efeitos negativos na saúde, sendo as crianças, as grávidas, os doentes crónicos e pessoas com 65 ou mais anos a população mais vulnerável.
Situações extremas de exposição ao calor intenso podem provocar complicações graves para a saúde, por vezes, irreversíveis. Os principais problemas associados à exposição ao calor intenso são a desidratação grave, cãibras, agravamento de doenças crónicas, esgotamento devido ao calor, insolação e pode até mesmo levar à morte.
Quando se verifica um elevado aumento da temperatura ambiente, tornando-se esta superior à temperatura da pele, o corpo humano entra num mecanismo de compensação e ao invés de perder calor, ganha-o, por irradiação e por condução, sendo a transpiração a principal forma de arrefecimento do corpo. Ao haver esta perda de água através da transpiração, é importante existir um aumento da ingestão hídrica, sendo a água ou sumo de fruta sem açúcar adicionado, as melhores opções e devem ser oferecidos mesmo que a pessoa não tenha sede.
Outra das precauções a ter em conta consiste em manter-se afastado das fontes de calor, optando por ambientes frescos e arejados, com circulação de ar, de preferência sem exposição solar direta.
A utilização de roupas leves, soltas e de cor clara, utilização de chapéu e protetor solar quando existir exposição direta ao sol são também medidas preventivas a ter em conta, sendo de evitar a prática de actividades que exijam grandes esforços físicos, quer sejam actividades desportivas ou de lazer.
O envelhecimento activo é uma parte muito importante na saúde do Idoso, contudo, no Verão, aconselha-se que as actividades realizadas no espaço exterior sejam realizadas fora do horário de maior calor (entre as 11h00 e as 17h00), sendo o reforço hídrico uma intervenção fundamental a ter em conta na prestação de cuidados à pessoa idosa.
Eduardo Pereira – Gestor de Cuidados da DomusVi Santo Agostinho

